Quem decide o que entra numa mostra de decoração: direção, curadoria e master plan
Numa mostra de decoração, a decisão nunca é de uma pessoa só: há uma direção geral que assina a mostra, uma curadoria que desenha o master plan de circulação, os profissionais que assinam cada ambiente e, na premiação, um júri com critérios publicados — e cada edição estadual da CASACOR nomeia essa cadeia de um jeito diferente.
A direção geral assina a mostra — mas não decide cada ambiente sozinha
Mostras de decoração como a CASACOR acontecem todo ano em várias capitais e cidades do Brasil, e cada edição estadual tem sua própria direção. Na CASACOR RS 2026 — que, aos 35 anos da mostra no estado, ocupou o antigo terminal do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, como sede — a direção da edição é de Karina Capaverde. Esse papel de direção geral é o que assina a mostra como um todo perante o público e a imprensa; ele não substitui, e nas fontes consultadas não se confunde com, a curadoria que desenha como os ambientes se organizam dentro do espaço.
Na CASACOR Ceará 2026, essa direção geral aparece organizada de outra forma: a realização da mostra no estado é atribuída a quatro profissionais em conjunto — Neuma Figueirêdo, Pedro Esdras, Carolina Figueirêdo e Victor Guimarães —, sem que a fonte diferencie um papel individual entre eles. Ou seja: nem toda edição estadual tem uma única pessoa como "a" diretora; em alguns estados a direção já nasce coletiva.
O master plan é curadoria própria — separada da direção geral
O master plan é o projeto que organiza a circulação, o encaixe dos ambientes e as áreas de convívio dentro do espaço físico da mostra. Na CASACOR RS 2026, esse projeto é assinado por Aclaene de Mello, arquiteta que integra a curadoria responsável pelo Master Plan e responde também pela curadoria técnica da mostra — pela sétima edição consecutiva, segundo a fonte. O trabalho dela é descrito como aquele que "articula ambientes, instalações e áreas de convivência e organiza a circulação pelo terminal sem apagar as características da construção existente", ou seja: uma curadoria de arquitetura do espaço, distinta da direção geral que assina a mostra.
Na CASACOR Bahia 2026, o mesmo tipo de papel aparece com outro nome: o arquiteto David Bastos é o responsável pelo master plan da edição, e também supervisiona intervenções nas áreas externas e na igreja do casarão histórico da Avenida Sete de Setembro, sede da mostra. Em ambas as edições, master plan é um papel técnico e nomeado publicamente — e em nenhuma das duas fontes ele é a mesma pessoa que assina a direção geral.
Cada ambiente tem seu próprio responsável — e o elenco muda a cada edição
Abaixo da direção geral e do master plan, cada ambiente da mostra é assinado por um profissional (ou uma dupla, ou um escritório) diferente. Na CASACOR Bahia 2026, a fonte registra mais de 50 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo distribuídos por 45 ambientes no casarão histórico — incluindo 20 estreantes ao lado de nomes já conhecidos do público baiano, o que a própria cobertura chama de renovação criativa da cena local.
As fontes consultadas para esta pauta não descrevem como esse elenco é formado — não há, nelas, detalhe público sobre convite, inscrição, seleção por currículo ou qualquer critério de entrada para um profissional assinar um ambiente. Essa etapa da cadeia de decisão simplesmente não é pública nas fontes que consultamos, e por isso não é descrita aqui além do que elas mostram: o resultado (quem assina o quê), não o processo por trás dele.
A praça ou área comum nem sempre tem curador nomeado publicamente
Nem toda peça dessa cadeia aparece nomeada em toda cobertura. Na CASACOR Ceará 2026, a programação inclui a Praça Somos UM, criada para estimular a convivência entre visitantes — mas a fonte consultada não identifica um curador ou responsável específico para esse espaço em particular. O que ela nomeia é a direção geral da mostra no estado (os quatro profissionais já citados), sem diferenciar quem, entre eles, responde pela praça.
Isso não quer dizer que a praça não tenha curadoria — só que essa informação não está pública na fonte consultada nesta pauta. É uma diferença importante: uma coisa é a fonte não mencionar um papel; outra, bem diferente, seria afirmar que esse papel não existe. Aqui, ficamos apenas com o que a fonte de fato diz.
Prêmio é uma cadeia à parte: critério publicado, júri misto
Além de dirigir e curar, essas mostras costumam premiar os ambientes ao final de cada edição — e essa é outra cadeia de decisão, com seus próprios responsáveis. Na CASACOR Santa Catarina 2026, o julgamento levou em conta a aderência ao tema proposto para a edição, além de critérios de funcionalidade, estética, sustentabilidade e qualidade na execução das propostas, segundo a fonte consultada.
O júri reuniu seis avaliadores: quatro professores e arquitetos da Univali (Alexandre Reis Felippe, Carolina Rocha Carvalho, Luciano Pereira Alves e Rudinei Carlos Scaranto Dazzi) e dois avaliadores externos — uma representante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC) e uma representante da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (Asbea/SC). O laboratório NCPro (Núcleo de Concursos de Projeto), do curso de Arquitetura e Urbanismo da Univali, participou de todas as etapas do concurso, segundo a mesma fonte.
O olhar do ateliê
O olhar do ateliê
Do nosso lugar de estúdio que trabalha direto com arquitetos e designers de interiores, essa cadeia de papéis não é novidade — é como qualquer projeto de peso se organiza. Quando um arquiteto ou designer nos procura para uma parede específica de um projeto, a primeira pergunta nunca é "qual quadro cabe aqui": é quem decide o quê. O cliente aprova o investimento, o profissional de interiores define a composição do ambiente, e o ateliê entra com a obra e a ficha técnica que sustentam essa composição — dimensão, técnica, Archive ID, o que for preciso para o projeto seguir.
Nas mostras que consultamos para esta pauta, a mesma lógica aparece em escala maior e mais pública: uma direção assina o todo, uma curadoria de master plan organiza a circulação entre os ambientes, cada profissional responde pelo próprio espaço, e um júri à parte julga o resultado por critérios publicados. Nenhuma dessas mostras, nem os profissionais nomeados nelas — Aclaene de Mello, Karina Capaverde, David Bastos, Neuma Figueirêdo, Pedro Esdras, Carolina Figueirêdo, Victor Guimarães — têm qualquer relação com o Perfeito Studio. Usamos os exemplos porque eles tornam pública uma cadeia de decisão que, na prática de um projeto de interiores comum, geralmente fica invisível.
Perguntas frequentes
Quem decide o que entra numa mostra de decoração?
Depende do papel. A direção geral assina a mostra como um todo — na CASACOR RS 2026, por exemplo, essa direção é de Karina Capaverde. Separadamente, uma curadoria de master plan organiza a circulação entre os ambientes — na mesma edição, esse papel e a curadoria técnica são de Aclaene de Mello, pela sétima edição consecutiva. Cada edição estadual da CASACOR organiza essa cadeia à sua maneira.
O que é, na prática, o "master plan" de uma mostra?
É o projeto que organiza a circulação, o encaixe dos ambientes e as áreas de convívio dentro do espaço físico da mostra. Na CASACOR RS 2026 é assinado por Aclaene de Mello, que também responde pela curadoria técnica. Na CASACOR Bahia 2026, o arquiteto David Bastos é o responsável pelo master plan e também supervisiona intervenções em áreas externas e na igreja do casarão histórico onde a mostra acontece.
Quem escolhe os profissionais que vão assinar cada ambiente?
As fontes consultadas para esta pauta não detalham publicamente o processo de seleção ou convite dos profissionais — apenas o resultado. Na CASACOR Bahia 2026, por exemplo, é público que mais de 50 profissionais assinam 45 ambientes no casarão histórico da Avenida Sete de Setembro, incluindo 20 estreantes ao lado de nomes já conhecidos da mostra. Como não é essa a informação que a fonte dá, não afirmamos aqui como esse elenco é formado.
Toda mostra tem um curador nomeado para a praça ou área comum?
Nem sempre isso é público. Na CASACOR Ceará 2026, a direção da mostra no estado é formada por quatro profissionais — Neuma Figueirêdo, Pedro Esdras, Carolina Figueirêdo e Victor Guimarães —, mas a fonte consultada não nomeia um curador específico para a Praça Somos UM, a área comum da edição. Isso não significa que a praça não tenha curadoria — só que a fonte não identifica quem responde por ela.
Como funciona o julgamento nas premiações dessas mostras?
Também varia por edição e tem critérios próprios. Na CASACOR Santa Catarina 2026, o júri reuniu seis avaliadores — quatro professores e arquitetos da Univali e dois representantes externos, do CAU/SC e da Asbea/SC —, e os critérios divulgados foram aderência ao tema da edição, funcionalidade, estética, sustentabilidade e qualidade de execução.
Patrocínio ou inscrição de profissionais numa mostra segue algum contrato público?
As fontes consultadas para esta pauta não tratam de valores, cotas ou processos de inscrição — nenhuma delas aborda esse assunto publicamente, e não é algo que se possa inferir com segurança a partir do que elas dizem. O que essas fontes mostram é apenas a cadeia de papéis nomeados: direção geral, curadoria de master plan, profissionais por ambiente e júri de premiação.
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Fontes
- Onne Revista — 2026-09-26
- Bahia Notícias — 2026-09-26
- Portal Terra da Luz — 2026-09-26
- Univali — 2026-09-26
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