Onde o colecionador de alto patrimônio compra arte hoje: galeria, feira, Instagram ou direto do artista
Galerias e dealers seguem no topo (83% dos colecionadores de alto patrimônio compraram por esse canal entre 2024 e o primeiro semestre de 2025), mas o comportamento mudou: feiras subiram de 39% para 58% e Instagram de 43% para 51% desde 2023, e a compra direta do artista mais que dobrou de participação — segundo o Art Basel & UBS Survey of Global Collecting 2025.
O que a pesquisa Art Basel & UBS realmente mediu
Os números acima vêm do Art Basel and UBS Survey of Global Collecting 2025, assinado pela economista cultural Clare McAndrew, da consultoria Arts Economics. A pesquisa entrevistou 3.100 colecionadores de alto patrimônio (HNW) em 10 mercados durante o primeiro semestre de 2025 sobre seus hábitos de compra — não é uma contagem de vendas do mercado inteiro, é um retrato de como esse grupo específico compra.
Vale separar essa pesquisa de outro levantamento da mesma dupla, o Art Basel & UBS Global Art Market Report: o Global Art Market Report soma o valor agregado de vendas de galerias, leilões e feiras no mundo todo; o Survey of Global Collecting pergunta diretamente ao colecionador rico por onde ele compra e quanto do patrimônio dele vai para arte. São instrumentos diferentes, de uma mesma equipe, medindo coisas diferentes.
Os canais, um por um: o que subiu e o que caiu desde 2023
Galerias e dealers continuam o canal mais usado: 83% dos colecionadores pesquisados compraram por essa via entre 2024 e o primeiro semestre de 2025 — presencialmente, on-line ou numa feira. É o topo do ranking, com folga.
Feiras de arte subiram de 39% de participação em 2023 para 58% no levantamento mais recente (2024–primeiro semestre de 2025). Instagram foi de 43% para 51% no mesmo período — mais da metade dos colecionadores de alto patrimônio já compraram alguma obra por lá.
Compra direta do artista, sem intermediário, mais que dobrou de participação em relação ao levantamento anterior — a pesquisa não divulgou o percentual exato, só a magnitude da mudança, e é o crescimento mais acentuado entre os canais medidos.
Leilão foi na direção oposta: tanto a participação quanto o gasto desse grupo em leilão caíram, também sem percentual divulgado no resumo da pesquisa.
Por que a compra direta do artista cresceu
A pesquisa não explica a causa, mas cruza com outro dado do mesmo levantamento: a alocação média de patrimônio em arte subiu de 15% em 2024 para 20% em 2025 entre os colecionadores pesquisados — e chega a 28% entre quem tem mais de US$ 50 milhões em ativos. Colecionador de alto patrimônio está pondo mais dinheiro em arte e, ao mesmo tempo, comprando por mais canais — inclusive o canal mais curto que existe, direto do estúdio de quem pintou.
Um ponto importante de escala: este dado é sobre colecionadores de alto patrimônio, não sobre o mercado de arte como um todo. A pesquisa não permite dizer que "o mercado migrou para compra direta" — permite dizer que, entre quem já colecionava e tinha acesso a galeria, feira e leilão, a compra direta do artista deixou de ser marginal.
O que isso significa para quem pensa em comprar direto de um ateliê
Comprar direto do artista corta a margem da galeria, mas também corta a curadoria e o histórico de mercado que uma galeria oferece. É por isso que, quando não há esse intermediário, o que sustenta a compra é a documentação: o que muda entre comprar em galeria ou direto do ateliê não é o valor da obra em si, é quem garante a procedência dela daqui para frente.
No Perfeito Studio, cada obra sai com certificado de autenticidade, dossiê curatorial e um Archive ID individual — a mesma lógica de rastreabilidade que uma galeria ofereceria, só que documentada pela própria artista. Quem quiser entender o outro lado da pergunta — se isso é ou não um bom investimento — encontra o assunto tratado à parte em obra de arte é um bom investimento?
O olhar do ateliê
O olhar do ateliê
Quase toda conversa que começo pelo WhatsApp tem, em algum momento, a mesma pergunta de fundo: "e se eu comprar direto de você, sem passar por galeria, como eu sei que a obra tem valor de verdade?" Eu respondo com o que eu de fato ofereço, não com promessa: certificado de autenticidade, dossiê curatorial da obra específica, Archive ID registrado e atendimento comigo do primeiro print até a instalação na parede. Não estou tentando parecer uma galeria — estou documentando cada peça como se um dia alguém precisasse provar a origem dela, porque provavelmente vai precisar.
Perguntas frequentes
Qual canal os colecionadores de alto patrimônio mais usam para comprar arte hoje?
Galerias e revendedores, segundo o Art Basel & UBS Survey of Global Collecting 2025 (Clare McAndrew, Arts Economics): 83% dos 3.100 colecionadores pesquisados em 10 mercados compraram por esse canal — presencialmente, on-line ou numa feira — entre 2024 e o primeiro semestre de 2025. É o canal dominante, mas não o único em crescimento: feiras e Instagram ganharam espaço no mesmo período, e a compra direta do artista foi o que mais cresceu proporcionalmente.
Comprar direto do artista, sem galeria, é uma tendência real ou é um caso isolado?
Entre os colecionadores de alto patrimônio pesquisados pelo Art Basel & UBS, a compra direta do artista mais que dobrou de participação em relação ao levantamento anterior — a pesquisa não divulgou o percentual exato. É um crescimento real e mensurável dentro desse grupo específico, mas a pesquisa não cobre o mercado de arte como um todo, então não dá para dizer que virou o canal principal fora dessa amostra.
Qual a diferença entre este levantamento e o relatório Art Basel & UBS Global Art Market Report?
São duas pesquisas diferentes, feitas pela mesma equipe. O Global Art Market Report mede o tamanho agregado do mercado mundial de arte — quanto se vendeu em galerias, leilões e feiras. O Survey of Global Collecting, usado nesta página, entrevista diretamente colecionadores de alto patrimônio sobre onde e como eles compram. Os detalhes do Global Art Market Report estão em outra página do Journal, linkada acima.
Colecionadores de alto patrimônio estão gastando mais em arte do que antes?
Sim, segundo a mesma pesquisa: a alocação média de patrimônio em arte subiu de 15% em 2024 para 20% em 2025 entre os colecionadores entrevistados, chegando a 28% entre quem tem mais de US$ 50 milhões em ativos. O aumento de alocação acompanha o aumento de canais de compra — inclusive a compra direta do artista.
Instagram é um canal confiável para comprar arte de um artista?
A pesquisa mostra que é um canal em uso crescente entre colecionadores de alto patrimônio — 51% já compraram por lá entre 2024 e o primeiro semestre de 2025, contra 43% em 2023 — mas isso não substitui a verificação da procedência. Ver a obra e conversar com o artista pelas redes sociais é o primeiro contato; o que garante a compra depois é a documentação entregue junto com a obra, como certificado de autenticidade e dossiê.
É seguro comprar uma obra direto do ateliê, sem passar por uma galeria?
Pode ser, desde que a compra venha acompanhada de documentação equivalente à que uma galeria ofereceria: certificado de autenticidade, registro individual da obra (Archive ID) e um canal direto de contato com quem produziu a peça. A pesquisa Art Basel & UBS mostra que essa é uma prática em crescimento entre colecionadores de alto patrimônio, não um atalho de risco — desde que a procedência fique documentada.
Quer comprar direto do ateliê da Alyne?
Cada obra sai com certificado de autenticidade, dossiê curatorial e Archive ID individual. Fale direto comigo pelo WhatsApp.
Fontes
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Art Basel & UBS (Survey of Global Collecting, pesquisa de Clare McAndrew / Arts Economics) — 2026-08-31
- Perfeito Studio (fonte interna do acervo) — 2026-08-31
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