O que é o relatório Deloitte Art & Finance
O Deloitte Art & Finance Report é um levantamento bienal da Deloitte Private com a ArtTactic, desde 2011, sobre como colecionadores, family offices e private banks lidam com arte dentro do patrimônio. A edição mais recente é de novembro de 2025, a 9ª — não é recomendação de investimento, é um retrato de comportamento do mercado internacional de arte.
O que é o relatório Deloitte Art & Finance
O Art & Finance Report é uma pesquisa bienal sobre como o mercado de arte se conecta ao patrimônio privado — quanto private banks, family offices e escritórios de gestão de fortuna incorporam arte às suas estratégias, e como colecionadores de alto patrimônio pensam a aquisição de obras. Ele não acompanha preço de leilão nem projeta valorização de artista específico: é um raio-x de comportamento e sentimento, publicado a cada dois anos.
A edição mais recente, de novembro de 2025, é a 9ª da série iniciada em 2011 e tem 522 páginas, reunindo artigos assinados por profissionais de oito escritórios da Deloitte ao redor do mundo.
Quem produz o relatório, e desde quando
O relatório é produzido pela Deloitte Private — a área da Deloitte voltada a family offices e clientes de alto patrimônio — em parceria com a ArtTactic, empresa especializada em pesquisa e inteligência de mercado de arte. A parceria publica a série desde 2011, sempre em ciclo bienal, o que torna o documento uma das poucas séries longas de dados sobre a relação entre arte e patrimônio privado.
O que a pesquisa mede: quem é ouvido e como
A edição de 2025 reúne a leitura de 57 especialistas e quase 500 respostas de pesquisa vindas de private banks, family offices, colecionadores e profissionais de arte, complementadas por 30 artigos assinados por especialistas de oito escritórios da Deloitte pelo mundo. É um levantamento de opinião e comportamento — não um índice de preços de obras nem uma base de transações verificadas.
Os temas centrais da edição de 2025
Quatro eixos concentram a edição atual:
- Transferência geracional de patrimônio: a pesquisa estima que US$ 992 bilhões em arte e colecionáveis devem mudar de mãos ao longo da próxima década.
- Crescimento da oferta de serviços de arte por wealth managers: a parcela de gestores de patrimônio que oferece algum serviço relacionado a arte subiu de 25% em 2011 para 51% na edição atual.
- Colecionadores de próxima geração: o relatório descreve esse grupo priorizando impacto cultural e legado sobre retorno financeiro puro na hora de colecionar.
- Ascensão do mercado de faixa média (mid-market): obras de valor intermediário — fora do topo de leilão — ganham espaço nas estratégias patrimoniais, junto com o uso de IA e blockchain para lidar com avaliação e procedência.
O que o relatório NÃO prova sobre retorno de arte
O próprio posicionamento do documento é o de um barômetro de tendências e sentimento do mercado de arte e finanças — não uma recomendação de investimento nem uma promessa de valorização. Ele não diz que comprar arte garante retorno, não estabelece uma taxa esperada de valorização e não substitui análise financeira individual. O retrato que ele traça é de colecionadores de alto patrimônio e das instituições que os atendem — um universo distante do comprador que adquire uma obra de um ateliê em início de trajetória, e que não deve ser lido como projeção para esse caso.
O olhar do ateliê
O olhar do ateliê
O que me chama atenção nesse relatório não é o tamanho dos números — é a direção do comportamento: colecionadores de próxima geração dando mais peso a legado e impacto cultural do que a retorno financeiro puro, e o mercado de faixa média ganhando espaço fora do topo do leilão. É exatamente aí que opero, só que numa escala bem menor e mais direta: aqui não existe intermediário nem margem de revenda — quem se interessa por uma obra fala comigo, entende a série, recebe a ficha técnica e o Archive ID, e decide com a informação completa na mão. Não tenho amostra nesse relatório, nem preciso ter: o que ele descreve como tendência em wealth management eu já pratico na escala do meu ateliê, com cada peça documentada desde a primeira conversa.
Perguntas frequentes
O relatório Deloitte Art & Finance diz que arte é um bom investimento?
Não. O relatório mapeia comportamento e sentimento de colecionadores, family offices e private banks — não é uma recomendação de compra nem projeta retorno financeiro. Ele descreve tendências, como o volume de patrimônio que deve circular pelo mercado de arte e como wealth managers estão se posicionando. Ler o documento como sinal de que arte valoriza é uma interpretação que o próprio relatório não sustenta.
Quem produz o relatório e com que frequência ele sai?
É produzido pela Deloitte Private, área da Deloitte voltada a family offices e clientes de alto patrimônio, em parceria com a ArtTactic, empresa de pesquisa de mercado de arte. A publicação é bienal desde 2011; a edição mais recente saiu em novembro de 2025 e é a 9ª da série.
Que tipo de dado o relatório usa?
A edição de 2025 reúne a leitura de 57 especialistas e quase 500 respostas de pesquisa entre private banks, family offices, colecionadores e profissionais de arte, além de 30 artigos assinados por profissionais de oito escritórios da Deloitte ao redor do mundo. É um levantamento qualitativo e de opinião, não um índice de preços de obras.
O que muda na visão do colecionador segundo o relatório?
A edição de 2025 aponta que colecionadores de próxima geração dão mais peso a impacto cultural e legado do que a retorno financeiro puro, e que o mercado de obras de faixa média vem ganhando espaço dentro das estratégias de patrimônio, ao lado do uso crescente de IA e blockchain para questões de avaliação e procedência.
A pesquisa inclui o mercado brasileiro ou o Perfeito Studio?
Não há indicação de que o mercado brasileiro de arte contemporânea emergente, tampouco o Perfeito Studio, façam parte da amostra do relatório, que é voltado majoritariamente a private banks, family offices e colecionadores de alto patrimônio em mercados internacionais consolidados. Ele entra aqui como contexto sobre o mercado internacional, não como retrato do nosso segmento.
Por que um ateliê que vende direto ao comprador cita um relatório de wealth management?
Porque ele documenta uma mudança de comportamento que faz sentido também fora do topo do mercado: colecionadores buscando proximidade com quem produz a obra e clareza sobre o que estão adquirindo, mais do que uma promessa de valorização. É esse o valor prático do dado para quem lê este texto, não uma recomendação de compra.
Quer entender uma obra específica antes de decidir?
Fale direto com o estúdio — sem intermediário, com a ficha técnica e a procedência na mão.
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